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Encontrar profissionaisPor que o Brasil está atraindo mais dólares?
O Brasil registrou entrada líquida de US$ 17,78 bilhões no primeiro semestre de 2026, o melhor resultado desde 2018 em termos nominais. O movimento reverte a tendência do ano anterior, quando houve a maior saída da série histórica do Banco Central no primeiro semestre de 2025, com fluxo negativo de US$ 14,34 bilhões.
O resultado é impulsionado por dois fatores principais: as exportações aquecidas, especialmente com o petróleo mais caro devido às tensões no Oriente Médio, e o fluxo de investimento estrangeiro, que busca diversificação em países emergentes com a queda dos juros nos Estados Unidos.
Investimento estrangeiro na B3
Na B3, o saldo de investimento estrangeiro ficou positivo em R$ 36,7 bilhões de janeiro a junho, acima dos R$ 26,9 bilhões do mesmo período de 2025. O fluxo de capital estrangeiro ajudou na queda de 6% do dólar ante o real no ano, atualmente cotado a R$ 5,12, enquanto o Ibovespa sobe 5,9% em 2026, aos 172 mil pontos.
No entanto, economistas apontam para uma possível reversão de tendência no segundo semestre. A continuidade das tensões no Irã, a proximidade das eleições presidenciais no Brasil e a manutenção dos juros americanos em patamares elevados podem reduzir o apetite por risco dos investidores internacionais.
Perspectivas para o câmbio
Os bancos já revisaram suas projeções para o câmbio. O Itaú BBA elevou sua estimativa para R$ 5,30 em 2026 e R$ 5,50 em 2027. O BTG Pactual também revisou sua previsão de R$ 4,90 para R$ 5,40, citando mudanças no cenário global.
A inflação também preocupa, com o IPCA projetado em 5,30% para 2026, pressionado pela alta de insumos como fertilizantes devido ao conflito no Oriente Médio e à chegada do El Niño, que deve manter os alimentos pressionados.
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